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Ago 08

       O  SEU  A  SEU  DONO   

 

 

Por mais que se “bata no ceguinho”, a asneira parece que veio para ficar. Por mais “voltas que se lhe dê”, de nada tem valido, pelo menos para alguns, o conselho e afirmação de que DE e DO, tem um significado diferente, no caso que vamos analisar.

 

Ora, pelo envelope que ao lado se vê, as próprias entidades com responsabilidade não foram ainda, até hoje, devidamente esclarecidas. Será por desconhecimento ? Será por teimosia ? Ou será que o novo acordo ortográfico ultimamente aprovado assim o aconselha ?  

 

Vejamos : quando se pronuncia numa frase DO dá-nos a impressão, por vezes, de DONO, PROPRIETÁRIO, enquanto quando nos referimos a DE, nos surge também por vezes, o significado de LOCAL, como é o caso.

 

Assim, quando queremos indicar uma terra, tanto podemos indicar DE ou DO. O sentido da frase é que indica a maneira de ortografar. Não cabe na cabeça de ninguém que escreva, por exemplo cidade do Porto do Porto,  Póvoa do Lanhoso, Póvoa do Vieira ou Póvoa do Santa Iria. Ao se escrever uma direcção assim, fica-se com a impressão que se refere a uma posse, neste caso de uma terra, cuja propriedade recai sobre um Clube. É certo que, para esses clubes, seria grande benesse ser proprietário de uma terra, de uma povoação pois não teriam de recorrer aos benefícios das federações ou auxílio dos mecenas. Os Presidentes dos Clubes seriam, logicamente, os Presidentes das Câmaras.

 

Bem a propósito, este pobre arrazoado, ao facto de apesar das inúmeras vezes  que o velhinho Comércio tem chamado a atenção para a direcção ser PÓVOA DE VARZIM e não como aparece muitas vezes, como Póvoa DO Varzim. As recomendações tem, para alguns, caído em “saco roto”! Para aqueles menos esclarecidos a maneira de se grafar DO pode levá-los a julgar que o dono da nossa terra é o glorioso Varzim. Ora a Póvoa não é do VARZIM, a Póvoa é DE Varzim, o clube alvi-negro é que é da Póvoa DE Varzim !!!

 

Portanto, Senhores do Correio, “tirem os cavalinhos da chuva, podem constipar-se”, e mandem concertar o carimbo, substituindo o DO pelo correcto DE, a não ser que a digna administração não possa suportar a ENORME despesa da rectificação !!!

 

Se assim é, parafraseando um cronista do Diário do Minho, e não de Minho, “boa vai ela” !!!

 

Braga, 2 de Fevereiro de 2008 – DOMINGO GORDO

 

                                                                            LUÍS COSTA       

 

publicado por Varziano às 19:40

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