02
Ago 08

    ENERGIAS  ALTERNATIVAS

 

Com a escalada dos preços do petróleo, a subir, sempre a subir sem nunca mais parar, constantemente somos martelados com a frase “Energias alternativas” uma panaceia que se espera que o urgente remédio para a doença das nossas finanças, não tarde e muito a chegar, porque quando tarde chegar, por certo o doente já deu o que tinha a dar, com a morte súbita da falência.

 

É o aproveitamento da electricidade para mover os transportes rodoviários. É o gás natural, butano, propano ou outro “…ANO” qualquer. É o bio-disel, com aproveitamento dos óleos domésticos ou industriais. É o aproveitamento do vento, da energia solar, da energia das marés. É a solução do “empurra”, quando a massa não dá nem para o litro salvador, e a força braçal e “ombral”, é a solução para pôr a viatura, descansadinha e a bom recato na garagem, se a houver, ou na garagem estrela, a gosto do amigo do alheio.

 

Também uma solução talvez económica, é dar que fazer aos cavalos, não os que se encontram dentro do motor, êste só “comem líquido mal cheiroso e poluente” mas os das antigas cavalariças, meio usado desde os longínquos humanóides, pelo menos desde que o nosso pré-histórico primata, num rasgo de uma inteligência em formação, descobriu e pôs em movimento a roda, adaptando-a a um meio de transporte que revolucionou o mundo. Eram já finos, e com um cavalo, puxando uma carroça, transportavam uma data deles, muito mais do que até então, só um ou dois o faziam no dorso da cavalgadura. Eram de facto selvagens finos, muito mais do que nós, os civilizados, que para o transporte, muitas vezes só de um, são necessários uma data de cavalos, agora baptizados de “CAVALOS VAPOR”.

 

E ainda tinham uma vantagem sobre nós, os ditos civilizados, contribuíam para as hortas ecológicas e de certa maneira, pode dizer-se, não prejudicavam o ambiente  com um natural adubo.

 

Ora, com o andar da carruagem, com os preços dos combustíveis a subirem assim e depressa a atingirem o píncaro de que só alguns conseguem arranjar “pingues” para atestar os depósitos e com as carteiras a esvaziarem-se para encher os ditos, qualquer dia temos que regressar aos tempos dos anos quarenta do século vinte.

 

E para fazer andar os “mobilles” , recorreremos de novo ao “GASOGÉNIOS”, solução então encontrada, não pelo exorbitante preço, mas sim pela falta do produto, arma vital da guerra.

 

E pelas estradas fora veremos os actuais postos de venda de combustível, transformados em vulgares carvoarias a vender arrobas de lenha, para alimentar as caldeiras de produção de gás que fará movimentar os “bólides”.

 

Será uma solução e até barata, não eficiente, mas de vagar se vai ao longe e sempre se economizarão uns cobres, como compensação dos atrasos que o remedeio provocará, e até, no inverno, servirá para aquecimento, e isto enquanto o estado não se lembre de lançar um imposto por esta “Energia alternativa”.

 

E no caso das carvoarias não estarem à mão, será sempre bom carregar na mala uma boa dose de canhotas, como reserva, e como prevenção um bom e cortante machado para numa das bouças que se encontrarão pelo caminho ir fazendo um novo aprovisionamento.

 

 “Boa viagem” e não desanimem, “DE VAGAR SE VAI AO LONGE” !...

 

Braga,1 de Julho de 2008    

 

                                                                LUÍS COSTA

 

publicado por Varziano às 15:46

Agosto 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15

17
18
19
20
21
22
23

24
29
30

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

arquivos
2013

2012

2011

2010

2009

2008

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO