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Jul 10
A HISTORIA QUE HOJE VOU CONTAR Naqueles tempos já tão recuados os cuidados sanitários de hoje, era uma utopia. A casinha ao fundo quintal, ao lado do poço e do tanque, servia às mil maravilhas, e era ao mesmo tempo uma fonte de receita, cobrada em canhotas. Ora numa determinada o ocasião o António, nome do dono do “comes e bebes”, teve necessidade de se servir da casinha, para aquelas necessidades imperiosas que são, afinal, de todos. Satisfeito e acabada a função procura no prego ao lado um papel para finada operação e, vai daí, aflito dá um grito e com as calças arriadas na mão, corre com tanta pressa como lhe permitia segurar as calças, e lança-se afoitamente ao tanque para refrescar de uma ardência e calor que sentia. Chafurdando no tanque vai de continuar a gritar: - Estafermo de mulher, vem cá depressa, que eu não posso mais. Sou capaz de morrer !... A mulher aflita, ocorre ao chamamento e com a pressa pega nas solipas na mão e vai atender o seu “home”. - Raio de mulher, que papel puseste no prego, que me está fazer tal mal - Oh, António, só se foi o papel da pimenta !....
publicado por Varziano às 17:12

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