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Jan 09
B O A S F E S T A S Nos resquícios da minha esfumada memória veio-me à lembrança de que quando, no primeiro lustre dos anos de 20 do século passado, eu então menino, talvez com quatro anos, morava com meus pais, no então largo do correio, numa casa mesmo à ilharga do posto, uma geradora ( hoje sei que assim se chama ), se achava ali instalada no centro do largo. Será que seja uma fantasia que se arreigou no meu pensamento, ou seria de facto um primeiro ensaio de fornecimento de energia eléctrica à Póvoa ? É uma dúvida que me assalta mas, a impressão resulta de uma descarga eléctrica, tal qual um raio, que parece me assustou. Quanto a certeza de luz eléctrica à Póvoa, tenho-a, de várias vezes, nos intervalos da escola Conde Ferreira, ir espreitar o conjunto montado em 1925 na Central Eléctrica no Largo Da Senhora das Dores, junto à cadeia. Mas o assunto deste apontamento, não é o do fornecimento da energia a uma pequena parte das casas poveiras, ou mesmo da iluminação pública, nesse tempo talvez a meia dúzia de arruamentos e outras tantas casas. A iluminação, na maior parte das casas particulares, era apenas restrita às principais salas e o resto continuava a ser fornecida pelas velhas velas de estearina. Não porque a energia fosse cara, como agora, mas as instalações eram-no e as lâmpadas de filamento de carvão não eram práticas, bastava um pequeno abanão e lá iam “p’ró maneta”. Mais tarde foram substituídas por filamento a tungsténio ou outro material e então a sua resistência passou a ser maior. No entanto as lâmpadas de carvão, de excessivo consumo (chegaram a substituir os vulgares transformadores da campainhas eléctricas ), se não lhes tocassem, as deixassem estar quietinhas, duravam uma eternidade. Mas deixemos estes preâmbulos a vamos ao assunto que originou este apontamento. Logo após a instalação da Central Eléctrica no Monte das Dores, os directores e pessoal da electricidade tinham na noite de Natal, um curioso meio de desejar as Boas Festas, aqueles que eram seus clientes e possuíam a felicidade de ter à mão do interruptor para iluminar a sua sala da ceia de Natal. Consistia esse sistema de desejar um Santo Natal, em interromper, por breves segundos e por três vezes, o fornecimento da LUZ ELECTRICA . Braga, Natal de 2008 LUIS COSTA www: varziano.blogs.sapo.pt www: bragamonumental.blogs.sapo.pt www: bragamonumental2.blogs.sapo.pt email: luisdiasdacosta@clix.pt
publicado por Varziano às 17:20

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