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Ago 08
RECEITA PARA CURAR PAIXÕES MUITAS SÃO ELAS, MAS UNIVERSALMENTE UMA É PREDOMINANTE Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, a palavra Paixão tem o significado de : “ tendência dominante, ou mesmo dominadora e geralmente exclusiva, que exerce, de modo mais ou menos constante, uma acção directora sobre a conduta e o pensamento, orientando os juízos de valor e impedindo e uma lógica imparcial”. Assim sendo, verificamos que há diversas paixões, podendo cada um de nós optar por uma, duas, três, quatro, ou mais. Há-as benéficas, altruístas, bairristas, desportivas, convenientes, simpatizantes, “lambe-botas”, que sei eu da sua infinidade. Temos que algumas delas, não sendo muito sentidas, são apenas para dar nas vistas, para agradar, para obter com a sua manifestação favores, paixões que logo de seguida são postas de parte. São as chamadas “paixões de ocasião” tão disseminadas por toda a parte. Algumas dão para o “torto”, com causas muitas das vezes prejudiciais, resultando em pancadaria, que chega até aos extremos. Aquelas que são bairristas, que disputam o valor das suas terras, de nascimento ou de morada : “esta é que é boa, tem tudo para fazer a gente feliz !”, contrapondo logo outro : “ a minha é que é boa”. No caso desportivo : “o meu clube é o melhor do mundo”: “não vale nada. O meu é que é bom” , e mais uma infinidade de paixões que seria inoportuno mencionar mais, mas não podemos esquecer que até, certamente, para albergar todas elas até já se pensou em arranjar um estádio para as juntar todas – o Estádio das Paixões. No entanto existe uma que é universal e que se junta a todas elas – a paixão amorosa – umas vezes no seu tempo, outras vezes serôdia. Algumas são bem correspondidas, outra só servem para achincalhar os amorosos. Sabemos que surgem aqui e acolá alguns “PEIXÕES”, que as fazem desencadear ao infeliz do mortal que deles se abeire. Se são correspondidos, tudo bem, mas se pelo contrário não merecem um olhar apenas, tudo mal. E há ainda aínda aqueles e aquelas, que sofrem no silêncio sem coragem para a manifestar e se contentam só no olhar – são as chamadas paixões “platónicas”. Mas por agora já chega, e para não aborrecer mais os possíveis leitores, vamos ao que interessa e deu título a este artiguelho. Entre as páginas um velho livro, encontrei há dias, um papelucho amarelecido pelo tempo, com caligrafia quase esvaecida, no qual estava descrita uma receita para curar paixões amorosas, e deve ser remédio santo para quem necessitar dele. Não posso atribuir a sua paternidade, nem tampouco a idade, pois nem está datada nem assinada : “Dr. Coração sofredor. Rua dos Amores – Paraíso Receita para curar paixões Tomam-se duas gramas de desprezo, uma libra de resolução, vinte e sete gramas de pó de experiência, uma dose de tempo, uma libra de água de consideração. Mistura-se tudo com o fogo do amor e junta-se tudo com o açúcar do esquecimento. Mexe-se com a colher da melancolia, despeja-se um garrafão tapado com a rolha da inocência. Toma-se uma colher de hora a hora, marcada pelo relógio do desengano. Os doentes que necessitam desta receita é dirigirem-se a este consultório.” Não sei do resultado da cura, mas não há nada como experimentar, se estiver alguém dela necessitado. Braga, l de Setembro de 2005 LUIS COSTA B.I. nº 1507748 ( Luís Dias da Costa) Tel. 253 216602 Assinante do Diário do Minho Res. Rua Dr. Elísio Moura, 141 r/c Braga www:Bragamonumental.blogs.sapo.pt Email . luisdiasdacosta@clix.pt www:Bragamonumental2.blogs.sapo.pt www:varziano.blogs.sapo.pt
publicado por Varziano às 18:31

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