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Ago 08
O CAMPO DE TÉNIS De novo os POSTAIS DO TEMPO QUE PASSA, a apreciada colaboração de G.G. no nosso centenário Comércio, me trouxe à lembrança, tempos que PASSAM E NÃO VOLTAM MAIS. O trazer aos póveiros de hoje o postal nº 156, veio recordar--me que no local onde está implantado e desde 1933, o Casino, foi em tempos da minha meninice, até ao último lustro dos anos 20 do século passado o Campo de Ténis da Póvoa. Lá ao fundo do postal entre o edifício da capitania e, o outro lado, onde existia uma estação dos famosos banhos quentes, vê-se um arvoredo. Era nesse local que se achava instalado o Campo de Ténis, espaço destinado aos banhistas, e não só, mas a todos os que se dedicavam então a esse sadio desporto, muito em voga, principalmente entre os banhistas mais endinheirados. Mas este pequeno apontamento não tem por origem o desporto então praticado naquele recinto. Serve apenas para lembrar que devido à carolice de alguns póveiros, banhistas e principalmente graças ao dinamismo de um senhor que de agora não recordo o nome ( os anos não perdoam e a mente também não ), apaixonado e ligado à Póvoa do qual não recordando o nome mas sei que era o Presidente do Comité Olímpico Português, alma mater de muitas festividades que nessa época se faziam para gáudio de banhistas e indígenas – estou a recordar umas festas marítimas, aí por volta de 1927, que ficaram tragicamente assinaladas – se realizavam nessa recinto recreios-concursos para diversão dos miúdos banhistas enquanto os seus pais se deliciavam com um havano e as suas ilustres mães se entretinham em conversa amena ou iam passando pelos dedos o tricot. As crianças de então entre as quais me incluía, passavam ali a tarde, abrigados da nortada pelo arvoredo, ventania que muitas vezes ainda é o pão nosso das nossas praias do norte. Eram as corridas de saco, a do ovo na colher, as velocidades nos triciclos ou nas trotinetas, e que mais sei eu (?) com prémios para os melhores, para os piores, enfim para todos os das brincadeiras. Os prémios eram dignos de bem saborear, pois eram rebuçados ou doces. Com a cedência daquele terreno para se edificar o Casino, o que foi um desgosto para a miudagem, o entretenimento passou para o Passeio Alegre, também um pouco abrigado pela vedação do murete em cimento e algum arvoredo do lado do mar e do norte pela casa do Dr. Caetano de Oliveira, cujos filhos, o meu amigo Zeca Caetano e a Lurdes deviam também entrar nos concursos, e ainda o edifício do Café Ribeiro, mas conhecido da “Libânia”, onde era servido um saboroso café, dizem, cujo segredo era o tal rabo de bacalhau. A passagem dos concursos, foi sol de pouca. Uma ou duas vezes serviu o velho coreto, de tribuna para a classificação. Os tempos e os costumes idem. Agora desses velhos tempos só ficou a recordação dos velhos rabugentos como eu. Braga, 8 de Fevereiro ( dia de Entrudo ) de 2005 Luís Costa
publicado por Varziano às 17:44

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